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COP17 da biodiversidade chega ao fim com mais promessas e pouco dinheiro

COP17 da biodiversidade chega ao fim com mais promessas e pouco dinheiro

Brasil Estado | 03/11/2026 às 01:00 | há 4 horas | 3 min de leitura

Mantendo a tradição das conferências das partes da ONU, a COP17 da biodiversidade terminou no sábado (31/10) em Yerevan, Armênia, um dia depois do prazo final do encontro. Quase 200 países chegaram a acordos arduamente negociados na cúpula. De modo geral, o resultado da COP17 representa um avanço diplomático significativo nos esforços para deter e reverter a perda da natureza até 2030. No entanto, as divergências sobre financiamento da conservação, subsídios prejudiciais e evidências científicas persistiram.

Os delegados comemoraram com aplausos quando o presidente da conferência, Hambardzum Matevosyan, ministro do Meio Ambiente da Armênia, bateu o martelo em decisões cruciais relativas à primeira revisão global do progresso da biodiversidade e da mobilização de recursos, informam Climate Watch e AFP. “E pronto. Perfeito”, declarou, trazendo alívio aos negociadores exaustos após duas semanas de negociações difíceis. Cerca de 70 ministros participaram das negociações da última semana para ajudar a resolver as divergências pendentes.

Um balanço dos esforços globais para cumprir a meta de deter e reverter a destruição da natureza até 2030, como estabelecido no Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, de 2022, mostrou que as ações tomadas até agora são insuficientes para alcançar os compromissos já assumidos. Entre os objetivos estão proteger 30% das terras e dos oceanos do planeta (a Meta 30×30), combater a poluição e as espécies invasoras e ampliar os recursos destinados à conservação, detalha a Folha.

Um dos acordos firmados na Armênia é o chamado “Caminho de Yerevan”, que estabelece diretrizes para que os países acelerem e ampliem suas ações, inclusive o cumprimento de seus compromissos financeiros. A decisão também pede que ao menos US$ 500 bilhões (R$ 2,7 trilhões) em subsídios a atividades prejudiciais à natureza sejam redirecionados. Também foi firmado o compromisso de intensificar as ações para atingir as metas atuais e a reafirmação do objetivo de aumentar o financiamento para a biodiversidade para US$ 30 bilhões (R$ 163 bilhões) por ano até o final da década.

Ministros do meio ambiente, ativistas e autoridades apelaram durante a COP17 por mudanças significativas na forma como as cúpulas funcionam, para garantir que os governos implementem ações efetivas sobre os fatores que impulsionam a perda de biodiversidade, destaca o Guardian. O ministro do Meio Ambiente do Panamá, Juan Carlos Navarro, um ambientalista veterano, afirmou que o processo da COP foi “concebido para fracassar”, argumentando que as decisões deveriam ser tomadas por maioria, já que o processo baseado em consenso permite que “um idiota” impeça um acordo.

“Grande parte do que acontece aqui na COP é pura balela, discursos bonitos e conversa fiada. Não podemos ter – não podemos esperar – um consenso entre todas as nações do mundo sobre todos os assuntos. Isso é ridículo. As COPs foram concebidas para falhar, e não estão decepcionando”, bradou.

Navarro também argumentou que a ONU deveria sediar uma única COP ambiental por ano para abordar as questões climáticas, de biodiversidade, de plásticos e outras de uma só vez. “Isso me deixa furioso, porque enquanto nós ficamos brincando, Roma queima”, disse.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/11/03/cop17-da-biodiversidade-chega-ao-fim-com-mais-promessas-e-pouco-dinheiro/

Fonte: climainfo.org · Por Ian Mello

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